Textos Curiosos

Nessa seção, resolvi transcrever alguns textos que achei curiosos. Normalmente, não têm nada a ver com MSX.

A REVELAÇÃO

O primeiro texto é referente ao fato de eu viver no mundo da lua. Ele correu por e-mail em meu trabalho. Fique registrado que uso bigode.

> Enviada em: sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004 09:08

Após 20 anos, ontem, 26/02/2.004, Edison descobriu que Maria Cristina e  Maria de Lourdes são irmãs. A revelação deu-se após a inserção da seguinte informação no banco de dados do Bigodinho: Maria Cristina é irmã de Luciano e Maria de Lourdes é irmã de Luciano. Processada a informação, após 20 minutos (o que não é nada ante os 20 anos em que ignorou essa capital informação), veio a luz : "então elas são irmãs!". Edison atribuiu a ignorância do notório parentesco à circunstância de Maria de Lourdes abreviar o sobrenome para "M" (não se sabe se para inibir seqüestros, ou livrar sua pessoa de justificável ligação a tradição de usura), ao fato das duas não serem muito parecidas, e principalmente ao fato de habitar a estratosfera.

Antonio Ronaldo Rocha Loyola de Andrade

POLÊMICA SOBRE A PALAVRA "CADÊ"

Os dois textos seguintes referem a uma polêmica surgida em torno da palavra "cadê". Também correu por e-mail em meu trabalho.

> Enviada em: sexta-feira, 26 de março de 2004 08:33

Prezado xxx,

Por mais tola que possa parecer a discussão, ainda que de há muito alguns pensadores afirmem que a única teorização possível seja a da linguagem, esse "cadê" não é uma palavra qualquer.  Supondo-se como verdadeiro o contido na pesquisa do colega yyy, que cadê haja vindo de "que é de", ainda que não único, o caso é especialíssimo: a palavra "cadê" congregaria o "que" enquanto pronome interrogativo, a preposição "de" e, pasmemos todos, o "é" da terceira pessoa singular do presente do indicativo, do verbo ser (em si, o mais importante dos verbos). Não é por pouca coisa que os dicionaristas hesitam em acrescentar o verbete em suas obras, somando-se ainda o fato de tal palavra não agradar em pleno, na sonoridade.

Sugiro que, a respeito do tema, seja também consultado o Dr Antonio Ronaldo Rocha Loyola de Andrade, talvez o maior conhecedor de literatura e de gramática de nossa região.

Lázaro José Sawaya Donadelli

> Enviada em: segunda-feira, 29 de março de 2004 12:10

Prezado xxx.

Sinto-me obrigado e emergir de meu merecido anonimato para reparar a indevida inserção de meu nome na polêmica sobre o "cadê". Justo eu que limito-me humildemente a valer-me das dicas para tentar (debalde, diga-se) escrever direito e evitar que meus despachos sejam ridicularizados dentro e fora do Instituto. Ele sim, Lázaro, é que implica com as "dicas", criticando-lhes amiúde sobretudo a obviedade das proposições. Ele sim, que padece de vaidades intelectuais, que se jactancia de haver declinado de convite da ABL para não tomar chá (bebida proveniente da infusão de ervas, e não xá - antigo soberano da Pérsia) com Paulo Coelho. Remato afirmando que minha última incursão ao mundo das letras deu-se no longínquo 1.968, quando tentei em vão ler o "Almanaque do Escoteiro Mirim de Huguinho, Zezinho e Luizinho", leitura que abandonei na décima tentativa, pois insistia em segurar o volume de ponta cabeça.

Antonio Ronaldo Rocha Loyola de Andrade

"O OFÍCIO"

Depois de vários ofícios mais sizudos solicitanto a colocação de uma lombada em um ponto estratégico a fim de evitar acidentes, sem resposta, resolveu-se enviar um ofício com desfecho mais bem humorado. Ei-lo abaixo:


Ofício nº ...
xxx, 28 de dezembro de 2005
Exmo Sr. xxx

          Assunto: acidentes de trânsito

          Senhor prefeito,

          Soma-se o presente a alguns ofícios já enviados a essa Municipalidade, visando ponderar a respeito de exeqüíveis ações que impeçam outros acidentes de trânsito defronte  a esta Agência.

          Nestes dois últimos anos houve várias ocorrências graves neste local, a última no dia de Natal próximo passado, com a derrubada de poste das placas de "proibido estacionar" e "reservado para emergências", bem como avarias em um dos orelhões, cujo conjunto foi trocado no mês passado em decorrência do penúltimo sinistro. Invariavelmente, os veículos motorizados adentram por primeiro no passeio, danificam as placas de trânsito, os orelhões, o poste de iluminação, o bicicletário, a porta de vidro e a fachada de alvenaria da Agência, o calçamento e, em mais de uma ocasião, o muro do imóvel residencial vizinho. Sabe-se lá o que nos espera no final de semana próximo, com as comemorações da "passagem de ano".

         O proprietário do imóvel vizinho também se dirigiu a esse Poder, com ofício de conteúod semelhante, alertanto que aos danos apenas materiais até agora verificados poderão ser acrescidos outros, fatais e irreparáveis, no que concordamos de inteiro teor.

           Torna-se impraticável, sabemos, a retificação do trecho da avenida, haveria dispêndio financeiro de grande monta. A solução menos onerosa seria a instalação de um redutor de velocidade próximo à Biblioteca Municipal, que obrigasse os condutores eufóricos a desacelerar suas máquinas, sentindo menos as surpresas da convexidade da travessia da rua transversal e a curvatura súbita da avenida logo após o cruzamento.

          Por último, mesmo estando claro que os acidentes advieram da imprudência dos condutores durante as tardes de modorra e as madrugadas de ebriedade, sobretudo nos finais de semana, alertamos não ser cabível a certeza de que apenas os incautos e os folgazões se tornarão vítimas deles.

Atenciosamente,
xxx

A TAMPA DA PRIVADA

Depois de muito pensar e tomar coragem, resolvi colocar aqui esse texto... Alguém escrevi, não sei quem fui...


        Hoje de mannhã, eu me levantei, fiz xixi a abaixei a tampa da privada. Sim! Abaixei a tampa da privada! Juro por Deus! Aliás, isso parece ser um dos maiores flagelos da humanidade: os homens deixarem a tampa da privada aberta.

        Não sei porque isso tem tanta importância para as mulheres. Para elas, a tampa da privada deve ser algo trancedental, algo assim, além dos limites do espaço-tempo contínuo. É um problema existencial de tal monta que já destruiu casamentos.

        Qual a origem da fascinação que as mulheres tem pela tampa da privada? Não sei e acredito que elas também não saibam. É um de seus grandes mistérios. Dizem elas: se está lá, é para ser fechada! Tá bom, tá certo, mas precisa delegar a isso importância tão grande, tão imensa, a ponto de interferir em todas as outras atividades humanas?

        Bom, devo tentar resolver o problema. Devo pensar como as mulheres e dar mais importância ao fato. Como abaixar a tampa da privada não tem tanta importância para mim, acabo esquecendo. Esse é o real motivo dos homens não abaixarem a tampa da privada. Acho que vou tomar hormônios para ver se acabo pensando como mulher e tentar desvendar esse assombroso mistério. Mas aí meus seios crescerão e meu corpo tomará  a forma feminina... não, acho que não. Seria um exagero. É só me lembrar de abaixar a tampa da privada, e, depois de escrever tudo isso, vai ser difícil eu me esquecer.

        Mas o que mais me indigna nesse mistério todo é que a imensa maioria delas abaixa só a metade da tampa da privada...

        P.S. Continuo abaixando a tampa da privada!